O Olho do Furacão

24 de Maio, 2009

O que seria o nó de si mesmo, o olho do furacão…diria que é o encontro das águas, das águas do nosso ser, nosso lado positivo e negativo, as duas polaridades, masculino e feminino, o bem e o mal, e ao encontrarmos o nó não apenas desatá-lo, mas ao desatá-lo conhecer cada trama que o formou, cada fio que compôs o emaranhado de nós mesmos…

Mas esse encontro é um mergulho em águas muito, muito profundas, um caminho labiríntico difícil de percorrer porque nesse caminho nos enxergamos de fato, e o que vemos não é nada muito agradável, porque nesse caminho estão contidos todos nossos segredos e todas as nossas desventuras, e com ele a chave para os mais profundos anseios de busca, a chave para o sucesso.

Como chegar a este encontro, como termos coragem de nos aventurar nessa busca, que nada mais é do que o Castelo do Graal, tão sonhado e tão desejado, para chegarmos a ele travamos verdadeiras batalhas, que muitas vezes nos custam a vida, sim a vida pois é necessário muitas delas para chegarmos a encontrar o caminho, do que chamo de olho do furacão.

Nascemos, vivemos, adoecemos até, por negar e evitar essa busca, uma busca que ao final será inevitável, mas ao final de que, se somos eternos, ao chegarmos a conclusão que não iremos a lugar algum se não nos encontrarmos no mais recôndito do nosso ser, ao enterdermos que a nossa eterna insatisfação reside única e exclusivamente no fato de não nos encontrarmos, de negarmos a busca, até o momento em que decidirmos nos procurar, e aí tudo, terá uma explicação, tudo, e nossos sofrimentos cessarão, e brilharemos de fato, por havermos encontrado nosso verdadeiro dharma, nosso real significado aqui, essa é a chave para felicidade.

Então o que será feito do nosso carma? Ele será explicado, e muitas vezes através de sua compreensão não sofreremos mais e até exultaremos com nossas escolhas, e veremos além de nossa matéria, e enxergaremos nossas reais necessidades de busca.

E essa busca só começa quando nos conscientizamos dos valores reais das coisas que cercam nossos mundos imaginários. O que seriam então esses mundos imaginários, eles nada mais são do que os papéis que desempenhamos ao longo de nossas existências, como profissionais, como mães ou pais, como filhos, como cidadãos de uma determinada sociedade, e são esses papéis que constróem o nó, através do rastro de carma que ao longo de nossas vidas vamos deixando pra trás, mas que nos acompanham por toda a nossa existência até que tenhamos a consciência de mergulharmos em busca deste tesouro de aprendizado que nos leva a nossa purificação, que nos faz entender a essência de todas as coisas.

Patrícia Guaurino

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Um comentário

  1. Socorro diz:

    Lindo minha querida, mais que lindo..necessário!!

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