Textos sobre Antroposofia

Kabbalah

16 de Maio de 2010

Existem aspectos do universo que se encontram ocultos de nossa visão cotidiana, devemos exercitar os sentidos para podermos observá-los. A Kabbalah nos ensina como observar esses detalhes que cotidianamente nos passam desapercebidos além de nos colocar em contato com uma realidade que está à nossa disposição mas não temos a verdadeira dimensão de seus atributos. O universo possui leis e segue um rítmo próprio onde transita uma inteligência, ou melhor dizendo, uma consciência mais abrangente que se conecta a nós o tempo inteiro desde que estejamos conscientes dela. Nossos sentidos vão além dos cinco, devemos estar atentos e educar as nossas faculdades sensitivas a fim de nos conectarmos com esta realidade mais abrangente. Alguns chamam essa realidade de 99% e denominam a realidade a qual fomos acostumados com mundo do 1%, esta dimensão onde nos encontramos nos torna indivíduos embotados para percebermos algo além desta, e o estudo da  Kabbalah nos traz a possibilidade de aprendermos a lidar com este novo caminho. A kabbalah não é  religião e muito menos misticismo, é um estudo que nos coloca em contato com uma consciência cósmica que está e esteve sempre à nossa disposição. É através dos 32 caminhos da Árvore da Vida e do conhecimento das Dimensões Superiores (Sephirot) que acessamos esta realidade. Este estudo devolve ao homem a responsabilidade sobre seu livre arbítrio e o torna conscientes de sua Essência Divina. Cabe a nós seres em evolução trilharmos um caminho de autoconsciência, afinal o universo como conhecemos até hoje carece de explicações: ─ De onde viemos, para onde vamos? Se desejamos de fato despertar, o estudo da Kabbalah oferece a chave para o autoconhecimento.

A Mente

25 de Fevereiro de 2010

Se atentarmos para o fato de que a morte não encerra o nosso pensamento, se percebermos que o pensamento continua após a morte, veremos que a mente tem proporções muito mais amplas do que o aqui e o agora.  Quando dormimos parte de nossa mente acompanha o processo de inconsciência, há relatos  inclusive que alguns pacientes durante paradas cardiorrespiratórias se viram de fora do corpo sendo reanimados. Essa mente que se expande para fora do indivíduo tem uma participação fundamental em todo o processo desde o nascer até o morrer. Tudo leva a crer por intermédio de depoimentos dessas pessoas que passaram por reanimações, que o pensamento se adapta à nova realidade. Quando falamos que todas as causas de doenças vêm de nossa própria mente, somos logo abordados com a pergunta: - E as doenças congênitas? Respondendo, as doenças congênitas advém também dessa mente ampla que agora se prepara para ocupar um novo corpo, agora com outros aspectos advindos do mundo espiritual, e acredite esse mundo espiritual a que me refiro aqui não tem nada a ver com nenhuma viagem mística de minha parte. A mente humana ainda é um território pouco compreendido e muito especulado, mas o fato é que nossa mente viaja por todas as dimensões, do sonho à vigília, e penetra por mundos muitas vezes ininteligível pela mente consciente. Precisamos no entanto, observar mais e nos atermos ao fato de que somos os responsáveis por cada passo que damos, quer ele seja consciente ou não e tanto a doença como a saúde são de nossa plena responsabilidade. Nossa mente dotada de sentimentos e emoções é o comandante pleno do nosso corpo e não teremos êxito no processo de salutogênese sem trazermos a plena consciência para nossas próprias mãos.

A Terra Vive

27 de Janeiro de 2010

  Segundo a Teoria do Caos, o bater das asas de uma borboleta no oriente pode desencadear um tufão que ocorre no ocidente, isso nos remete a consciência de que tudo, realmente tudo está interligado. O que fazemos ou dizemos reverbera em algum lugar. Atentemos para o movimento da pedra jogada num lago, as ondas  ressoam e geram movimentos de propagação, isso nos faz pensar que estamos ligados numa grande rede invisível e que realmente pertencemos a um único organismo, apesar de não termos mais a lembrança disso. Somos parte de uma mente maior, de uma energia que rege todas as coisas e portanto deveríamos entender que o deslizamento de Angra, o terremoto do Haiti, o tremor de João Câmara estão interligados e fazem parte de um mesmo processo. A terra é uma só e nós somos habitantes e colonizadores deste ser que gira no espaço, vive, respira e gera vida como a grama que pisamos e o alimento que nos nutre. Acordemos ! A terra é um ser vivo e como tal precisa que despertemos para a realidade inevitável de que somos todos um.

O Caminho

28 de Outubro de 2009

     Há momentos na vida em que nos deparamos com bifurcações em nosso  caminho e temos que fazer escolhas e exercer nossa maturidade, estes momentos podem ser momentos muito marcantes como uma doença, um acidente ou algo que gera um movimento de destruição do nosso antigo padrão de comportamento. Tais forças regem nossa alma para que tenhamos a coragem necessária para promover mudanças.      Qual a medida de um homem e no que ele se transforma pela sua vontade? O que é levar um homem aos mais altos fins da existência? É ferir seu livre arbítrio ou fazê-lo despertar, discernir o bem do mal e fazer a sua escolha?      O caminho da cura já é percorrido quando a procura se instala, é certo que nem sempre existe a consciência da busca e em alguma instância, ainda que física, já começa a se processar o movimento do caminho. Ao nascermos, de alguma forma já começamos uma busca inconsciente pelo caminho de volta, a unidade com o eterno. Usamos ao longo da estrada muitos meandros , muitos atalhos para chegar a verdade, ainda que achemos uma trilha sombria e obscura, por ali perpassa a bifurcação da escolha pelo retorno. Sempre haverá dois caminhos e muitas escolhas ou poucas, ou paramos ou seguimos. À nossa alma importa a chegada , o objetivo e os meios que serão usados são vários, tantos caminhos, tantas possibilidades de aprendizado, tantos disfarces que muitas vezes diante da adversidade  não nos damos conta do que há por trás do infortúnio. O vôo começa pela corrida na terra, pelas várias tentativas de alçar vôo. Diante do precipício sempre achamos que vamos cair, mas em algum momento alçamos vôo e vencemos o abismo e vemos do alto tudo pelo qual sofremos e constatamos o quanto era importante estarmos em terra  tentando, vivenciando as dificuldades do vôo. Às vezes é preciso a chuva para molhar a terra, é preciso a tempestade para lavar a cidade, e se o dilúvio for necessário para o despertar do homem, a vida lançará mão de tudo isso durante o caminho. A queda d’água é majestosa, mas o caminho percorrido pelo rio é sinuoso e antes da água chegar a seu objetivo ela toma força para se lançar para um de seus maiores objetivos, onde a cachoeira se faz presente, para depois de um longo caminho se entregar definitivamente ao mar e se reconhecer plena, sem fragmentações. E qual a diferença entre uma gota e um oceano? Depende do tamanho do corpo que está mergulhado ali. Para o germe a gota é o oceano…

O Mapa do Seu Corpo

12 de Setembro de 2009

      Você já observou as partes do seu corpo? Por que sua mão é assim, por que seu pé tem um jeito, por que sua barriga é proeminente, por que a coluna tem algum desvio etc. Observe  que o corpo está cheio de sinais, além de rugas curvas, proeminências. O corpo traz a nossa história, o nosso mapa, ele mostra como foi nossa vida até aquele momento, como agimos, como amamos, como somos. Devemos estar sempre atentos aos sinais para que interpretemos com a devida atenção, afinal as mensagens estão lá e qualquer bom leitor poderá ver os traços das mensagens enviadas. Uma dor por exempo, nos dá sinais, e em vez de apenas tomar um analgésico, pare, pense, analise por que ela surgiu, o que trouxe essa dor , que tipo de barreiras, que tipo de  resistências surgiram antes de sua expressão; nada contra tomar um analgésico para dor, mas não tome sem antes se perguntar o que trouxe essa dor, que causas emocionais antecederam o problema físico, talvez depois que você tome consciência dela ela nem retorne e talvez o analgésico seja desnecessário. Se não for, tome seu medicamento, mas não deixe de pensar, de avaliar o porquê da dor. Avalie seus sentimentos, suas reações e acima de tudo, tome consciência de seu corpo, tenha pelo menos uma leve noção de si mesmo, acorde e tome consciência de que cada parte de seu corpo traz a história da sua vida. Tudo o que você fala, ouve e sente vai ficar impresso no seu corpo, porém é preciso que você aprenda a ler nas entrelinhas toda a sua história e ao se apoderar dela você consiga transformar aspectos ditos negativos em oportunidades  de aprendizado para sua vida.As marcas deixadas pelas vivências são fluxos de sentimento gravadas  no corpo formando um histórico da emoção. Esse histórico não fica apenas impresso no corpo, mas registrado na mente, fisicamente como estímulo neural. O neurônio marcado por uma vivência anterior quando estimulado por qualquer outro estímulo semelhante reage, gerando uma sensação desagradável ou agradável dependendo do tipo de memória anteriormente registrada. Observe atentamente as marcas de seu corpo, e analise com carinho suas dores, suas formas, porque eles retratam os caminhos trilhados pela sua alma. 

A aura genética

7 de Junho de 2009

Na minha opinião os filhos não herdam apenas a carga genética física dos pais, acho que herdam geneticamente também os caracteres da aura, uma informação preexistente impregnada na aura dos pais, algo como suas experiências pessoais, de uma forma mais ou menos intensa ou sutil de acordo com a qualidade destas mesmas vivências vividas pelos pais ou ancestrais. Por exemplo uma vivência traumática de um avô poderia repercutir em uma criança ainda que ela não tenha vivido esse trauma, mas esse trauma poderia ser expressado pela criança através de um medo sem explicação, mesmo que sua gestação tenha sido tranquila e que em sua pequena vivência não tenha ocorrido nenhum fato traumático. Não se trata de algo místico mas essas informações herdadas como não podem ser detectadas fisicamente, por que não há meios de detecção, também como tal ficam apenas no campo da teorização e conjectura, admito.

Assim como herdamos a cor dos cabelos, olhos, etc podemos herdar medos, vivências, que da mesma forma como nosso DNA celular transmite para cada célula do nosso corpo essas informações, ou seja um DNA em nossa camada áurica enviaria mensagens genéticas que seriam codificadas pela aura, absorvidas pela alma e exteriorizadas atrvés do caráter e personalidade do indivíduo. Essa herança genética iria determinar porque um filho se parece tanto com o pai em termos de temperamento, muitas vezes sem nunca ter convivido.

Do mesmo modo que existe um genótipo que é uma característica herdada geneticamente, há um fenótipo que são características que podem ser alteradas pelo clima ou ambiente onde se expressa o gen,sendo assim filhos de pais adotivos herdariam devido ao ambiente áurico que o cerca, certas características dos pais adotivos e até mesmo semelhança física, não só filhos mas até mesmo casais que com muito tempo de convivência passam a se parecer fisicamente e chegam a ser confundidos como irmãos devido a semelhança. São indivíduos que recebem características fenotípicas da aura dos seres de convivência íntima e próxima.

Daí cada vez mais termos que analisar famílias inteiras e não apenas casos comportamentais isolados e até mesmo o passado e suas cargas de informações emocionais passadas. Na minha opinião o inconsciente coletivo nada mais seria do que a assimilação grupal desta carga genética genotípica e fenotípica da humanidade, ou seja por isto que determinados povos têm suas culturas e assimilam tão facilmente seus hábitos. Isso levaria a uma missão herdada, até mesmo um carma herdado por um determinado povo, ou até mesmo uma região devido a força das vivências herdadas naquele ambiente devido a informações passadas e vigentes.

O Processo Terapêutico

30 de Outubro de 2008

O processo terapêutico  se dá de forma bilateral, ele ocorre à medida que o paciente se disponibiliza dentro de seu caminho de cura. Tanto na forma convencional, como nas outras formas de tratamento, o paciente só terá êxito se ele de fato estiver aberto à sua própria investigação, do contrário ele será um mero tomador de remédios e terá sempre um tratamento imediatista, na medida de sua disponibilidade para consigo mesmo, não terá uma resolução profunda de seu problema ficando apenas no sobrenadante.

Há uma tendência por parte da maioria dos pacientes a pensar que o médico tem a fórmula mágica para todos os seus problemas de saúde, e de certa forma é claro que o médico prescreverá algo que venha a melhorá-lo de um modo geral, mas se o paciente busca uma terapia mais profunda terá que se responsabilizar pelo seu desempenho, afinal existem questões emocionais e físicas intimamente intricadas neste processo e cabe ao médico conduzir o paciente se ele assim o desejar a caminhos que possam levá-lo a isso. O tratamento jamais deverá ser restrito à prescrição de pílulas e fórmulas, o médico envolvido com seu paciente deverá ter em mente a alimentação, hábitos de vida, aspectos anatômicos desse paciente etc, bem como investigar sobre o passado e o presente do paciente em questão, buscando trabalhar de forma ampla e profunda o mecanismo que levou seu corpo a adoecer, ajudando-o a encontrar as respostas contidas em si mesmo e levando-o a despertar a consciência esquecida em seu próprio corpo. A medicina, quer seja ela convencional ou não, fracassará toda vez que não obedecer a esta regra e enquanto o paciente não entender que o processo terapêutico depende da sua participação, e deixar apenas para o médico uma tarefa também de sua responsabilidade, a resolução ficará restrita ao físico deixando uma demanda em potencial subjacente ansiando por ser tratada e que, mais cedo ou mais tarde, trará as consequências de sua inconsciência.

Dra. Patrícia Guaurino

Homeopatia X Medicina Antroposófica

22 de Agosto de 2008

O que a Alopatia tem a dizer da Homeopatia? Certamente dirá, como já tem dito que a Homeopatia possui um efeito placebo etc, mas o que mais chama atenção, pelo menos a mim, é como os Homeopatas e Médicos Antroposóficos se comportam, posso falar com bastante tranquilidade em relação às 3 formas de ver o paciente pois tenho as 3 formações; como Anestesiologista, sou bastante alopata, e não há como não sê-lo em sala cirúrgica, como Homeopata conheço bem o parágrafo nove do Organom, livro que Hahneman escreveu, em que Ele fala de que o médico deve levar o paciente aos mais altos fins de sua existência, e não sei se percebem mas coloco Ele com letra maiúscula quando me refiro a Hahnemann devido ao grau de respeito que sinto por Ele com toda sua sabedoria quando percebeu e criou a Homeopatia. No entanto não posso deixar de curvar-me a sabedoria do Sr. Rudolf Steiner quando trouxe os conhecimentos da Antroposofia para a Medicina Antroposófica e aplicou de forma profunda assimilando os conhecimentos de Hahnemann e aprofundando esses conhecimentos para a Medicina Antroposófica de forma perfeita e sem falsa modéstia aperfeiçoando esses conhecimentos, junto claro, com a Dra Ita Wegman, sua mais fiel seguidora. Quando Steiner trouxe os conhecimentos da Antroposofia, ele não só usou os conhecimentos terapêuticos homeopáticos, como os aperfeiçoou, quando juntou a essa farmacopéia à farmacopéia antroposófica, mais uma vez junto com a Dra. Ita Wegman. Que meus colegas homeopatas me perdoem mas não posso deixar de nesse artigo expor o que penso dessa fragmentação de comportamento entre Homeopatas e Antropósofos. Onde está a unidade? Onde está o Paciente, este que é a Pessoa mais importante em questão? Se os Alopatas entrincheirados em seus conhecimentos pseudofarmacológicos agem assim, é porque ainda não se dispuseram a conhecer este caminho de cura, porém acho que é necessário que os colegas Homeopatas conheçam a Medicina Antroposófica e que os colegas Médicos Antroposóficos que não passaram pela Homeopatia se deixem abrir aos conhecimentos homeopáticos de forma que juntos possamos unir forças a favor dos nossos pacientes e usarmos tanto a Alopatia quanto a Homeopatia e a Medicina Antroposófica para levarmos não só os pacientes mas também nós ” Aos altos fins da existência”.

Dra. Patrícia Guaurino

Cânticos

21 de Maio de 2008

Os teus ouvidos estão enganados.

E os teus olhos .

E as tuas mãos.

E a tua boca anda mentindo,

Enganada pelos teus sentidos.

Faze silêncio no teu corpo.

E escuta-te.

Há uma verdade silenciosa dentro de ti.

A verdade sem palavras,

Que procuras inutilmente,

Há tanto tempo,

Pelo teu corpo que enlouqueceu.”

Cecília Meireles

A Medicina Antroposófica

18 de Maio de 2008

Não é uma especialidade, muito pelo contrário, é uma forma mais profunda de se enxergar o paciente. Não há como negar a má qualidade dos atendimentos em consultório, cada vez mais impessoal e especializado. O paciente é visto como se cada parte de seu corpo estivesse totalmente desconectado de uma ordem psíquica, como se o coração não tivesse a ver com o pulmão ou o rim etc como se o sangue não percorresse todos os órgãos, e como se os sentimentos e as emoções não desencadeassem reações químicas, e como se a célula não captasse a desordem do todo.

A Medicina Antroposófica observa o ser humano através da quadrimembração:

Corpo Físico - corpo responsável pela estruturação do organismo humano, corpo ligado ao reino mineral

Corpo Etérico - corpo responsável pelo crescimento, regeneração e reprodução, corpo ligado à vida vegetativa

Corpo Astral - corpo responsável pela atuação do ser humano, é a porção corpórea que o anima, corpo ligado aos instintos

Organização do Eu - corpo responsável pelo pensar e pelas reações somatopsíquicas, corpo ligado à vida suprassensível

Porém quando os colocamos da forma compartimentada é apenas para melhorar o entendimento. O que cartesianamente chamamos de corpo físico nada mais é do que a união da atuação destes 4 Corpos.

” A arte de curar está em levarmos em conta que o Corpo Etérico, ancorado no elemento líquido exerce o papel de mediador entre o elemento anímico-espiritual e físico corpóreo.” Dra. Ita Wegman